3 de junho de 2012

Solenidade da Santíssima Trindade



ROTEIRO HOMILÉTICO


1ª Leitura: Dt 4,32-34.39-40

Neste primeiro discurso de Moisés ele relembra a história de Deus com seu povo. A experiência de Israel com seu Deus é algo inovador, não vivido antes por nenhum outro povo. Uma relação pessoal, um Deus que intervem, dialoga, chama, age e torna esse povo especial, sua propriedade, garantindo-lhe a vida caso ele permaneça na sua palavra.

 2ª Leitura: Rm 8,14-17

É o Espírito que nos faz chamar a Deus de Pai. Tornando-nos seus filhos somos também seus herdeiros e compartilharmos com Jesus de sua herança e de seu destino: sua entrega ao Pai, sua total disponibilidade para realizar a sua vontade.

 Evangelho Mt 28,16-20

Jesus retorna a Galiléia onde iniciou sua missão (Mt 4,12.18.23) chamou seus discípulos, anunciou a boa nova, curou os enfermos e foi seguido por uma grande multidão. Os discípulos sobem ao monte. Essa subida ao monte em Mateus representa ir ao encontro de Deus, como Moisés no Antigo Testamento quando recebeu de Deus as tábuas da Lei, as instruções para a nova vida do povo pertencente agora a um Deus pessoal que realizou imensos prodígios para libertá-los da mão do faraó.
Jesus afirma sua plena autoridade recebida de Deus e por ela envia a Igreja, representada na pessoa dos discípulos, para fazer discípulos, batizar em nome de um Deus que é Trino: Pai, Filho e Espírito Santo. Agora após a volta de Jesus para o Pai a missão está nas mãos daqueles homens preparados por ele ao longo das caminhadas e da cruz conduzidos pelo Espírito Santo para dar continuidade à obra salvífica do Pai.

26 de maio de 2012

Pentecostes


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Pentecostes era uma festa de grande alegria e ação de graças para os judeus por celebrar a colheita do trigo. Vinha gente de todas as partes: judeus saudosos que voltavam a Jerusalém, trazendo também pagãos amigos e prosélitos. Quando também eram oferecidas as primícias das colheitas no templo. Era também chamada "festa das sete semanas" por ser comemorada sete semanas depois da festa da Páscoa, no quinquagésimo dia. Daí o nome Pentecostes, que significa "quinquagésimo dia".

No primeiro Pentecostes depois da Morte de Jesus, cinquenta dias depois da Páscoa, oEspírito Santo desceu sobre a comunidade cristã de Jerusalém na forma de línguas de fogo; todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas (cf. At 2,1-4). As primícias da colheita aconteceram naquele dia, pois foram muitos os que se converteram e foram recolhidos para o Reino de Deus.
Quem é o Espírito Santo?

O Prometido por Jesus: "[...] ordenou-lhes que não se afastassem de Jerusalém, mas que esperassem a realização da promessa do Pai, a qual, disse Ele, ouvistes da minha boca: João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias" (At 1,4-5).

Espírito, que procede do Pai e do Filho: "Quando vier o Paráclito, que vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, Ele dará testemunho de mim e vós também dareis testemunho [...]" (Jo 15 26-27). O Espírito Santo é Deus com o Pai e com o Filho. Sua presença traz consigo o Filho e o Pai. Por Ele somos filhos no Filho e estamos em comunhão com o Pai.
FONTE: CANÇÃO NOVA

20 de maio de 2012

Roteiro Homilético – Solenidade da Ascensão do Senhor


Solenidade da Ascensão do Senhor

Glêvison Felipe L. Sousa1
A Igreja não nasceu e não vive para suprir a ausência do Senhor ‘desaparecido’, mas ao contrário, encontra razão ao seu ser e a sua missão, na permanente, mesmo que invisível, presença de Jesus – uma presença operante, mediante a potência do seu Espírito”. (Papa Bento XVI)
A solenidade da Ascensão de Jesus se celebra, comumente, na quinta-feira, após o sexto Domingo da Páscoa. No Brasil, por não ser feriado, a Ascensão é celebrada no domingo seguinte, que seria o sétimo Domingo da Páscoa. A semana que vai da Ascensão a Pentecostes é a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos.
“No Cristo, penetramos nos mais altos céus”. Neste contentamento manifestado na frase de S. Leão Magno, ainda “transbordando de alegria pascal”, celebramos a Ascensão do Senhor. Jesus, já não estando preso às realidades de tempo e espaço, elevou-se para junto do Pai, levando consigo a nossa humanidade.
O prefácio II da Missa da Ascensão: “…apareceu aos discípulos e, à vista deles, subiu aos céus, a fim de nos tornar participantes da sua divindade.” De fato, pela fé e pelo Batismo, somos todos incorporados à pessoa d’Ele, através do seu Corpo que é a Igreja. Assim, Ele continua conosco “todos os dias, até o fim dos tempos”, animando a missão da Igreja, que é no mundo, o sacramento de Cristo. O Ressuscitado torna-se o Senhor da História e governa o mundo, dirigindo seu povo para a plena realização, conduzindo o universo não para a morte (para baixo, o sheol), mas para a vitória da vida (para cima, o céu). Ele não saiu da história, mas ocupa nela o lugar central.
1ª Leitura (At 1, 1-11)
Aqui temos o prólogo do livro dos Atos dos Apóstolos, onde o seu autor – Lucas – faz um breve resumo do seu primeiro livro, o evangelho (v.1) e demonstra uma continuidade entre o que foi apresentado de Jesus no evangelho e que será apresentado nos Atos dos Apóstolos. O autor retoma a perícope de Lc 24, 46-53, acentuando que a missão da Igreja na atividade apostólica terá início mediante a ação do Espírito Santo, que é a sua força animadora. Essa autoridade e poder advindos do Espírito são transmitidos através dos tempos chegando até nós (v.8). O Batismo com o Espírito, prometido por Jesus, será inaugurado pela efusão de Pentecostes. A partir daí, a Igreja faz a iniciação daqueles que querem abraçar a fé em Jesus Cristo: pelo Batismo (cf. At 2,41; 8,36) e imposição das mãos (cf. 1Tm 4,14). Finalmente, há o relato da elevação do Cristo, em meio a uma teofania (cf. Lc 9, 34-35). Nesse anúncio, inclui-se o tema da sua vinda: a plenificação do Reino de Deus (v.6). A recomendação dos anjos para que não se fique olhando para o céu revela a urgência na missão da Igreja: esperar e preparar a volta gloriosa do Senhor. Preparação que se dá nas realidades deste mundo, com vistas a uma realidade maior e futura, para a qual caminhamos.
2ª Leitura (Ef 1, 17-23) ou à escolha para o ano B: (Ef 4, 1-13)
Ef 1, 17-23
O texto apresenta algumas súplicas (vv. 17-18) para que a graça batismal aconteça na vida dos cristãos. O Espírito Santo (espírito de sabedoria e de revelação) faz com que a comunidade saiba três coisas: qual a esperança que o seu chamado lhes dá, qual a riqueza da sua glória e que imenso poder ele exerceu em nosso favor. Nos vv. 19-23, temos uma passagem de ação de graças, na qual o autor recorre às formulações hínicas e de credos, apresentando a grandeza e o poder de Deus manifestado na ressurreição de Jesus dentre os mortos e fazendo-o assentar à sua direita, tornando-o plenitude e plenificador da criação.
Ef 4, 1-13
Paulo exorta a comunidade contra três perigos que ameaçam a unidade da Igreja: a discórdia entre os cristãos, a divisão dos ministérios e as doutrinas heréticas. Para isso ele propõe um “programa da unidade em Cristo”. Dessa forma a Igreja será verdadeiramente um corpo, organismo vivo, ressuscitado e edificado com a graça distribuída a cada um dos seus membros. O “homem perfeito”, à imagem de Cristo, será Ele, o Cristo total: Cabeça e membros (cf. 1 Cor 12,12). Providencialmente a Igreja no Brasil propõe para esta semana a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”, na perspectiva de que, mesmo caminhando por caminhos diferentes, no final haverá “um só rebanho e um só pastor” (cf. Jo 10, 16b).

Evangelho (Mc 16, 15-20)
Este trecho, a conclusão do evangelho de Marcos, segue em paralelo o esquema de Mateus (cf. Mt 28, 16-20) sobre o mandato missionário e a presença de Cristoem sua Igreja: fé e batismo; crer e ser batizado. Antes, para ser salvo, bastava apenas a Lei. Agora, a condição salvífica passa pelo acolhimento do evangelho de Jesus Cristo, isto é, o testemunho que os Apóstolos darão do que se realizou em Jesus desde o batismo de João até a Ascensão.
Celebrar a Ascensão do Senhor é ser enviado em missão: “Ide por todo o mundo, proclamais o Evagelho a toda criatura” (16,15). Os sinais acompanharão aqueles que creem, pois o anúncio não consiste somente me palavras, mas em gestos, atitudes e ações contra o que é avesso ao Reino de Deus. O Senhor confirma a missão do seus enviados por meio de tais sinais.
Diz o Catecismo da Igreja Católica no seu nº 888 que “Os bispos, com os presbíteros, seus cooperadores, têm como primeiro dever anunciar o Evangelho de Deus a todos os homens”. Assim que Jesus foi levado ao céu, depois de falar com os discípulos, estes assumiram como atitude o que Ele mandou. Imediatamente o Evangelho diz que “Os discípulos então saíram e pregaram por toda a parte”. Com aquela autoridade dada do alto (Exousia), eles cumpriam com dignidade a sua nobre tarefa de anunciar e dar testemunho com a própria vida o Evangelho de Cristo. É desse modo que o Reino de Deus vai sendo instaurado neste mundo, deixando uma possibilidade de salvação a todos quanto aderirem à sua proposta. Lembrando que, a proposta do Reino é sempre uma proposta de vida nova, justiça, caridade (cf. Mt 25).
Por isso, além da Igreja hierárquica, todo batizado, participante do tríplice múnus de Cristo (sacerdote/profeta/rei) possui a missão de evangelizar, dentro das suas realidades: família, trabalho, escola. Ser cristão implica ser imagem de Cristo em qualquer lugar que eu esteja, para daí nascerem novas realidades transformadoras: sejam existenciais (homem novo) e físicas. E o trabalho não é feito sozinho, abandonado, mas com a ajuda do Senhor (v. 20) que “subiu ao céu” mas nunca abandonou a sua Igreja.